Olá, meus queridos amantes da boa comida! Por aqui, com a chegada do friozinho e os dias mais curtos do outono e do inverno, sinto sempre uma vontade imensa de aconchegar o estômago com pratos que nos abraçam a alma.
Não sei se acontece o mesmo convosco, mas para mim, é a altura perfeita para redescobrir os tesouros que a nossa terra nos oferece a cada estação. E sabem o que é ainda mais incrível?
Cozinhar com ingredientes sazonais não é só uma festa para o paladar; é um verdadeiro truque de magia que nos traz mais sabor, mais nutrientes e até nos ajuda a poupar!
Na minha cozinha, tenho visto a diferença que faz um bom dióspiro maduro ou aquela abóbora fresca que acabou de chegar do mercado. Se querem saber como transformar os produtos da época em verdadeiras obras-primas culinárias, e ainda aproveitar todos os benefícios, prometo que vão adorar o que preparei.
Abaixo, vamos descobrir juntos os segredos para uma cozinha sazonal irresistível!
Desvendando os Segredos da Horta Portuguesa em Cada Estação

Acreditem ou não, meus amigos, há algo quase mágico em ver a horta a mudar com as estações. Para mim, que adoro passar umas boas horas a cozinhar, é como receber um presente diferente a cada mês.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que colhi umas couves-galegas fresquinhas, ainda com o orvalho da manhã, para fazer um caldo verde. O sabor… ah, o sabor era algo completamente diferente do que estamos habituados a encontrar nos supermercados!
É como se a própria terra nos contasse uma história através daqueles vegetais e frutas. Em Portugal, temos a sorte de ter uma biodiversidade incrível, desde as laranjas do Algarve que nos lembram o verão, mesmo no inverno, até aos castanhos escuros e ricos do cogumelo que aparece nos meses mais frios.
Sinto que, ao cozinhar com o que a estação nos oferece, estamos a honrar a nossa tradição e a ligar-nos de uma forma muito mais profunda com o ciclo da natureza.
É uma experiência que recomendo a todos, desde o novato na cozinha até ao chef mais experiente. Não é apenas sobre cozinhar, é sobre viver e saborear o presente.
O Tesouro Escondido dos Produtos Locais
Já repararam na riqueza que os nossos pequenos mercados e produtores locais escondem? Muitas vezes, passamos por eles sem dar a devida atenção, mas garanto-vos que é lá que se encontram as verdadeiras joias.
Sempre que tenho oportunidade, adoro visitar as feiras da minha zona. Sinto que é onde a magia acontece. As maçãs Reineta que comprei na semana passada eram tão sumarentas e crocantes que nem precisei de as usar em nenhuma receita complexa; foram perfeitas para um snack.
É uma emoção diferente sentir o cheiro das peras rocha acabadas de colher ou ver os caquis maduros a brilhar, sabendo que percorreram poucos quilómetros até chegarem ali.
E é esta frescura que faz toda a diferença no sabor final dos nossos pratos. É um convite a explorar e a dar valor ao que é nosso, ao que é feito com carinho e respeito pela terra.
Sem dúvida, um pequeno gesto que enriquece imenso a nossa mesa e a nossa vida.
A Magia da Sazonalidade no Prato
Cozinhar com ingredientes da estação é como ter um pincel novo a cada poucos meses para pintar um quadro diferente. A cor, o sabor, a textura… tudo muda e nos desafia a ser mais criativos.
Não é só uma questão de seguir uma receita; é sobre deixar-se inspirar pelo que a natureza nos dá naquele momento. Por exemplo, no outono, quando os dióspiros estão no seu auge, sinto uma vontade imensa de os transformar em algo para além de fruta simples – um bolo, um crumble, ou até um chutney para acompanhar carnes.
E os brócolos, no inverno, são a base perfeita para um prato robusto e saudável. Percebo que muitas pessoas podem sentir-se limitadas, mas eu vejo isto como uma oportunidade de inovar.
Já experimentei combinações que nunca imaginei e o resultado foi sempre surpreendente e delicioso. A minha dica é: deixem-se guiar pela sazonalidade e descubram um mundo novo de possibilidades na vossa cozinha!
Transformar a Cozinha: Receitas que Aquecem a Alma e o Coração
Não sei se vos acontece, mas para mim, nos dias cinzentos e mais frescos, há pouca coisa que me conforte mais do que o aroma de um prato quente a cozinhar lentamente.
É uma sensação de casa, de aconchego, que me transporta para a infância e para a cozinha da minha avó. Adoro como a comida tem este poder de nos ligar às memórias e aos sentimentos.
Nestas alturas, a minha cozinha transforma-se num verdadeiro laboratório de afetos, onde procuro criar pratos que não só alimentem o corpo, mas que também abracem a alma.
Desde uma sopa rica e cremosa que nos aquece de dentro para fora, até um assado de forno que perfuma cada recanto da casa, sinto que cada ingrediente de estação tem o seu papel fundamental nesta dança de sabores.
É uma forma de nos cuidarmos e de cuidarmos de quem amamos, através de gestos simples e do prazer de uma boa refeição partilhada. É a minha terapia, o meu momento de pura criatividade e satisfação.
Sopas Cremosas e Confortantes para Dias Frios
Ah, as sopas! Confesso que sou uma grande fã, especialmente quando o tempo arrefece. Sinto que uma boa sopa é um verdadeiro bálsamo para o corpo e para a mente.
Tenho uma receita de sopa de abóbora com gengibre que é simplesmente divinal, daquelas que nos fazem fechar os olhos e suspirar de prazer a cada colherada.
A doçura da abóbora, combinada com o toque picante do gengibre, cria uma harmonia perfeita. E o melhor é que, sendo um vegetal de outono/inverno, a abóbora está super acessível e cheia de nutrientes.
Para mim, o segredo é sempre usar ingredientes frescos e da época, pois eles trazem um sabor mais intenso e vibrante. Já experimentei com batata doce, cenoura, e até mesmo com um toque de castanhas para uma versão mais rústica e encorpada.
Acreditem, uma boa sopa feita com carinho é capaz de transformar qualquer dia frio num momento de puro conforto e alegria.
Os Assados de Forno que Perfumam a Casa
Há poucos cheiros tão convidativos como o de um assado a sair do forno. É um aroma que preenche a casa, criando uma atmosfera de festa e de união. Para mim, os assados são a estrela das refeições de fim de semana, especialmente quando a família se reúne.
Adoro preparar um bom frango assado com batatinhas e legumes de raiz, como cenouras e nabo, que ficam caramelizados e deliciosos. A carne fica suculenta e os vegetais absorvem todos os sabores do tempero, criando uma sinfonia de paladares.
O meu truque é sempre usar ervas frescas, como alecrim e tomilho, que potenciam ainda mais o sabor. É um prato que, apesar de parecer simples, exige um certo carinho e tempo para ser preparado, mas a recompensa é imensa.
Aquele primeiro pedaço de batata crocante, o frango desfazendo-se na boca… sinto que é uma das maiores delícias que a cozinha de outono/inverno nos pode oferecer.
Poupar com Sabor: A Inteligência de Comprar na Época Certa
Quem é que não gosta de poupar uns trocos, não é verdade? E se eu vos dissesse que podemos fazer isso sem comprometer o sabor ou a qualidade dos nossos pratos?
Para mim, essa é uma das grandes vantagens de cozinhar com ingredientes da estação. Já reparei que, quando compramos algo fora da sua época, não só o preço é mais elevado, como o sabor e a textura deixam muito a desejar.
É como pagar mais por menos! Por outro lado, quando os morangos estão na época, por exemplo, o seu preço cai a pique e o seu sabor atinge o auge. É uma questão de inteligência e de saber aproveitar o ciclo natural dos alimentos.
E esta prática não beneficia apenas a nossa carteira, mas também o planeta, pois estamos a apoiar a agricultura local e a reduzir a pegada ecológica associada ao transporte e armazenamento de produtos fora de época.
É uma situação onde todos ganham, e eu adoro a sensação de estar a fazer uma escolha consciente e saborosa ao mesmo tempo.
Onde Encontrar os Melhores Produtos Frescos
Encontrar os melhores produtos frescos é um verdadeiro caça ao tesouro, e para mim, a emoção da descoberta é parte da diversão. Se moram em Portugal, a minha primeira recomendação é sempre visitar os mercados municipais ou as feiras de produtores.
Sinto que é onde se encontra a verdadeira alma da nossa gastronomia. Em Lisboa, por exemplo, o Mercado de Arroios ou o Mercado da Ribeira, embora mais turístico, ainda nos surpreendem com bancas de produtos incríveis.
No Porto, o Mercado do Bolhão, depois da sua remodelação, está mais vibrante do que nunca. É lá que converso diretamente com os produtores, ouço as suas histórias e até aprendo dicas de como preparar certos vegetais.
É uma experiência enriquecedora que nos liga diretamente à origem dos alimentos. Além disso, muitos pequenos agricultores têm agora as suas próprias lojas online ou pontos de venda na quinta, o que é uma excelente opção para quem vive em zonas mais rurais.
Como o Calendário da Natureza Ajuda a Sua Carteira
Pode parecer algo trivial, mas o calendário da natureza é, na verdade, um dos nossos maiores aliados na gestão do orçamento doméstico. Pensem comigo: quando um fruto ou vegetal está na sua época alta, a oferta é abundante, e, como manda a lei da oferta e da procura, o preço tende a ser mais baixo.
Eu já vi a diferença que faz comprar batata doce no outono, quando está no auge, em comparação com os meses de primavera. A diferença de preço é notória!
Para mim, esta é a forma mais inteligente de planear as refeições e as compras. Tenho até um pequeno calendário na minha cozinha que me ajuda a lembrar o que está em época em cada mês.
Isto não só me ajuda a poupar, como também me incentiva a ser mais criativa com os ingredientes que tenho disponíveis. Sinto que é uma forma de cozinhar de forma mais consciente e sustentável, sem abdicar do sabor.
Além da Panela: Preservar e Aproveitar ao Máximo os Alimentos
Quem nunca se viu com uma quantidade generosa de um ingrediente sazonal e pensou: “E agora, o que faço com isto antes que se estrague?”. Eu já passei por isso muitas vezes, especialmente depois de umas compras entusiastas na feira.
Mas, com o tempo, percebi que a arte de cozinhar vai muito além do momento em que os ingredientes estão na panela. É também sobre como os preservamos e como os aproveitamos ao máximo, prolongando a sua vida útil e garantindo que nada se desperdiça.
Para mim, esta é uma parte essencial da cozinha sazonal, um verdadeiro segredo para ter sempre algo delicioso à mão, mesmo fora da estação. É uma forma de honrar o alimento e o trabalho de quem o produziu.
Sinto que, ao aprender a preservar, ganhamos uma liberdade incrível na cozinha, pois podemos desfrutar dos sabores da primavera no inverno e vice-versa.
É uma jornada de descoberta constante e de muita satisfação.
Congelar, Fermentar, Desidratar: Técnicas de Ouro
Descobrir as várias técnicas de preservação foi, para mim, uma verdadeira revolução na cozinha. De repente, aqueles tomates maduros a mais não eram um problema, mas uma oportunidade para fazer um molho caseiro delicioso para o inverno.
Congelar é, talvez, a mais simples e acessível. Adoro congelar ervas frescas picadas em azeite, ou porções de sopas e guisados. Já experimentei também a fermentação com couves para fazer chucrute, e o resultado foi surpreendente, adicionando um toque ácido e complexo a vários pratos.
E a desidratação, para frutas como maçãs ou peras, transforma-as em snacks saudáveis e saborosos. Cada técnica tem a sua magia e os seus segredos, e sinto que, ao dominá-las, ganhamos um poder incrível sobre a nossa despensa.
É como ter um jardim secreto de sabores, pronto a ser explorado a qualquer momento.
Dicas Práticas para Reduzir o Desperdício Alimentar

O desperdício alimentar é algo que me incomoda muito, e sinto que todos nós podemos fazer a nossa parte para o reduzir. Na minha cozinha, tenho algumas regras de ouro que me ajudam imenso.
Primeiro, planear as refeições com antecedência, comprando apenas o que é necessário. Segundo, usar as sobras de forma criativa. Um bom resto de frango assado pode transformar-se num delicioso recheio para sandes ou numa salada.
Terceiro, saber como armazenar corretamente os alimentos. Já notei uma diferença enorme na durabilidade dos vegetais quando os guardo nas gavetas certas do frigorífico ou os envolvo em panos húmidos.
E por último, mas não menos importante, compostar! Se tiverem um jardim ou uma varanda, é uma forma excelente de transformar restos orgânicos em adubo para as vossas plantas.
É uma atitude que nos faz sentir bem e que tem um impacto positivo, por mais pequeno que possa parecer.
A Saúde no Prato: Benefícios Inesperados da Cozinha Sazonal
Sempre ouvi dizer que somos o que comemos, e para mim, essa frase ganha um significado ainda mais profundo quando falamos de comida sazonal. Sinto que há uma inteligência intrínseca na natureza, que nos oferece exatamente o que precisamos em cada estação.
No verão, frutas mais aquosas e refrescantes; no inverno, vegetais mais densos e ricos em nutrientes que nos ajudam a combater o frio. É como se a própria terra fosse a nossa nutricionista pessoal!
Para mim, cozinhar com o que está em época não é apenas uma questão de sabor ou economia, é uma verdadeira filosofia de vida que se reflete diretamente na nossa saúde e bem-estar.
Já notei que, quando sigo este ritmo natural, sinto-me com mais energia, a minha digestão funciona melhor e até o meu humor parece mais equilibrado. É um pequeno ajuste que pode trazer grandes benefícios para o nosso corpo e mente.
Vitaminas e Nutrientes no Seu Melhor
Já alguma vez pararam para pensar que um tomate colhido no seu auge de maturação tem um perfil nutricional muito mais rico do que um tomate colhido verde e amadurecido artificialmente?
Para mim, essa é uma das grandes vantagens dos produtos da estação. Eles são colhidos no momento certo, quando estão repletos de vitaminas, minerais e antioxidantes, que são essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo.
É como se estivéssemos a injetar no nosso corpo o melhor que a natureza tem para oferecer, no seu estado mais puro e potente. Sinto que é uma forma de nos nutrirmos de verdade, de dar ao nosso corpo as ferramentas de que ele precisa para se manter forte e saudável.
E, além dos benefícios nutricionais, há também o fator sabor: um legume ou fruta no seu pico de sazonalidade é incomparavelmente mais delicioso. É uma escolha que faz bem em todos os sentidos!
Um Corpo e Mente Mais Fortes com a Natureza
Conectar-me com os ritmos da natureza através da alimentação tem tido um impacto surpreendente não só no meu corpo, mas também na minha mente. Sinto que há algo de muito apaziguador em seguir o fluxo das estações, em saber que o que estou a comer está em harmonia com o ambiente à minha volta.
Para mim, é um lembrete de que fazemos parte de algo maior. Essa conexão traz uma sensação de bem-estar e de tranquilidade. Além disso, a variedade de ingredientes sazonais desafia-me a experimentar novas receitas e a aprender sobre diferentes técnicas culinárias, o que mantém a minha mente ativa e curiosa.
É uma jornada contínua de aprendizagem e descoberta. Sinto que, ao cuidarmos do que comemos, estamos também a cuidar da nossa saúde mental e emocional.
É uma troca justa e recompensadora com a natureza.
A Minha Descoberta: Ingredientes “Esquecidos” que Voltaram à Moda
Já vos aconteceu irem a casa da vossa avó e provarem algo que vos transporta de imediato para um tempo que já não existe? Para mim, essa é a magia dos ingredientes “esquecidos”, aqueles que a nossa cultura alimentar guardou com carinho e que, felizmente, estão a voltar à moda.
Sinto que há uma tendência crescente para valorizar o que é autêntico, o que é nosso, e isso inclui redescobrir sabores e texturas que as gerações mais novas talvez nunca tenham experimentado.
Por exemplo, lembro-me de quando era criança e a minha avó fazia umas papas de milho, um prato simples, mas tão reconfortante. Hoje em dia, vejo o milho a ser usado de formas mais inovadoras, mas a essência do conforto continua lá.
É uma alegria imensa ver estes tesouros culinários a serem resgatados e a ganharem um novo fôlego na cozinha contemporânea. É uma forma de honrar a nossa história e de a manter viva para o futuro.
Redescobrindo os Sabores da Nossa Avó
Não há como negar, os sabores da nossa avó têm um lugar especial no coração de qualquer português. Sinto que há uma pureza e uma simplicidade naqueles pratos que é difícil de replicar.
Lembro-me com carinho dos marmelos que a minha avó transformava em marmelada, um doce denso e aromático que era a estrela das tardes de outono. Ou então as fatias douradas, feitas com o pão de ontem, que eram uma verdadeira delícia.
Estes são exemplos de como, com ingredientes simples e muita sabedoria, se criavam pratos memoráveis. Hoje em dia, adoro experimentar estas receitas antigas, mas com um toque pessoal, talvez usando menos açúcar ou adicionando uma especiaria diferente.
É uma forma de manter a tradição viva, mas de a adaptar aos nossos tempos. E o mais engraçado é que os meus filhos adoram! É uma forma de partilhar a nossa herança culinária e de criar novas memórias em volta da mesa.
A Criatividade na Cozinha com o que a Terra Dá
A criatividade na cozinha não precisa de vir de ingredientes exóticos ou caros. Na verdade, sinto que a verdadeira magia acontece quando nos desafiamos a criar algo extraordinário com o que a terra nos dá, com o que está disponível na nossa própria horta ou no mercado local.
Lembro-me de um dia em que tinha um excesso de courgettes e não sabia o que fazer com elas. Em vez de me limitar às receitas de sempre, decidi experimentar e criei umas “esparguetes” de courgette com um pesto de manjericão caseiro.
Ficou tão delicioso e leve! É essa capacidade de improvisar, de olhar para um ingrediente e imaginar mil e uma possibilidades, que me fascina. Sinto que a cozinha sazonal nos obriga a ser mais inventivos, a sair da nossa zona de conforto e a explorar novos sabores e texturas.
É uma aventura constante, e cada prato é uma pequena obra de arte, criada com o coração e as mãos.
| Mês | Frutas Sazonais (Portugal) | Vegetais Sazonais (Portugal) |
|---|---|---|
| Novembro | Dióspiro, Castanha, Romã, Laranja, Tangerina, Maçã, Pera | Abóbora, Couve-flor, Brócolos, Cogumelos, Alho-francês, Espinafres, Cenoura |
| Dezembro | Laranja, Tangerina, Romã, Castanha, Kiwi, Maçã, Pera | Couve-flor, Brócolos, Couves, Nabo, Cenoura, Batata-doce, Agrião |
| Janeiro | Laranja, Tangerina, Kiwi, Maçã, Pera, Marmelo, Toranja | Couve-lombarda, Brócolos, Cenoura, Alho-francês, Nabo, Batata-doce, Beterraba |
| Fevereiro | Laranja, Tangerina, Toranja, Kiwi, Maçã, Pera, Limão | Espinafres, Couve-coração, Cenoura, Brócolos, Alho-francês, Ervilhas, Rabanetes |
Para Finalizar
Para mim, esta viagem pelos segredos da horta portuguesa e pela magia da cozinha sazonal é muito mais do que apenas receitas; é uma filosofia de vida que nos conecta à terra, à nossa história e à nossa saúde.
Sinto que, ao abraçarmos o que a natureza nos dá em cada estação, estamos a fazer uma escolha consciente que beneficia a nossa carteira, o nosso corpo e, claro, a nossa alma.
Espero, do fundo do coração, que estas partilhas vos inspirem a explorar ainda mais os tesouros que Portugal tem para oferecer à vossa mesa. É uma aventura deliciosa que vale a pena viver a cada garfada!
Informações Úteis a Reter
1. Explore os mercados locais: Em Portugal, temos uma riqueza incrível de mercados municipais e feiras de produtores em todas as regiões, desde o Mercado da Ribeira em Lisboa, ao Mercado do Bolhão no Porto, ou até mesmo as feiras semanais em vilas mais pequenas. Eu sinto que é lá que se encontram os produtos mais frescos, muitas vezes a preços mais acessíveis e diretamente das mãos de quem os produz, estabelecendo uma conexão genuína com os agricultores. É uma experiência que recomendo a todos, não só para comprar, mas para sentir a pulsação da nossa cultura gastronómica e para encontrar aquelas frutas e legumes autênticos que as grandes superfícies nem sempre têm disponíveis.
2. Conheça o calendário da sazonalidade: Saber o que está na época em cada mês é um verdadeiro superpoder na cozinha e na gestão do orçamento familiar. Quando os alimentos estão na sua estação, o sabor é incomparável – pensem nas cerejas do Fundão em junho ou nas laranjas do Algarve no inverno – e o preço é geralmente mais baixo devido à abundância. Eu tenho um pequeno guia na minha cozinha que me ajuda a planear as refeições e as compras, garantindo que estou sempre a aproveitar o melhor que a natureza tem para oferecer, maximizando o sabor e a poupança.
3. Aprenda a preservar os alimentos: Não há nada mais gratificante do que ter um excedente de um produto sazonal – aqueles tomates maduros a mais ou as pêras rocha em abundância – e saber como o guardar para mais tarde. Congelar frutas e vegetais picados, fazer compotas caseiras (quem não adora uma boa marmelada?), pickles ou até desidratar ervas aromáticas são técnicas simples que nos permitem desfrutar dos sabores da estação durante todo o ano. Sinto que é uma forma fantástica de evitar o desperdício alimentar, de ter sempre algo delicioso à mão e de valorizar o trabalho da terra.
4. Valorize os benefícios para a saúde: Os alimentos da estação são colhidos no seu pico de maturação, o que significa que estão repletos de vitaminas, minerais e antioxidantes no seu estado mais potente. Pensem na vitamina C das laranjas no inverno, que nos ajuda a reforçar as defesas, ou nos antioxidantes dos frutos vermelhos no verão. Eu já notei uma diferença significativa na minha energia e bem-estar geral quando me foco em comer o que a natureza me dá naquele momento. É uma forma natural, deliciosa e comprovadamente eficaz de nutrir o nosso corpo e de promover uma vida mais saudável.
5. Redescubra os “esquecidos” da nossa cozinha: Portugal tem uma herança culinária riquíssima, com muitos ingredientes e receitas tradicionais que foram um pouco deixados de lado com a modernidade. Eu adoro explorar estes sabores autênticos, como o marmelo, o grão de bico, a castanha, certos tipos de couve como a couve-tronchuda, ou até mesmo algumas leguminosas antigas, e dar-lhes um toque moderno. Sinto que é uma forma de honrar a nossa história, de preservar a nossa identidade gastronómica e de trazer para a mesa pratos únicos, cheios de alma e com histórias para contar às novas gerações.
Pontos Essenciais a Retirar
Nesta nossa conversa sobre a cozinha sazonal portuguesa, ficou claro que esta é uma abordagem que transcende a simples escolha de ingredientes; para mim, é um verdadeiro estilo de vida que nos oferece uma infinidade de vantagens em vários níveis. Primeiro, a qualidade e o sabor inigualáveis dos alimentos que, colhidos no seu auge de maturação, elevam qualquer prato a outro nível de delícia e frescura, algo que se sente no paladar. Depois, a poupança significativa que se traduz em mais dinheiro no nosso bolso, pois comprar na época certa é sempre mais vantajoso e inteligente para a nossa carteira, um aspeto que, convenhamos, agrada a todos. Não podemos esquecer os benefícios profundos para a nossa saúde, já que estamos a consumir produtos ricos em nutrientes essenciais e perfeitamente adaptados às necessidades do nosso corpo em cada período do ano. E, finalmente, a profunda conexão com a nossa cultura, tradição e com a própria natureza, redescobrindo sabores e práticas que nos ligam às nossas raízes mais profundas. Sinto que, ao fazermos estas escolhas conscientes e saborosas, estamos não só a cozinhar, mas a celebrar a vida e tudo o que a generosa terra de Portugal nos oferece de forma tão abundante e deliciosa. É uma jornada verdadeiramente recompensadora que todos deveríamos abraçar com entusiasmo na nossa cozinha diária, transformando cada refeição numa experiência de puro prazer e bem-estar.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Como posso saber quais são os melhores ingredientes sazonais para usar aqui em Portugal, especialmente no outono e inverno?
R: Ai, essa é uma pergunta que recebo imenso! E a verdade é que, para mim, não há melhor “escola” do que os nossos mercados locais. Quando passeio pelas bancas da praça, é como se os próprios produtos me chamassem: as castanhas a brilhar, as laranjas e tangerinas com aquele cheirinho cítrico, as abóboras de todas as formas e feitios, as couves que parecem rendas…
O meu truque? Converso sempre com os feirantes! Eles são os nossos melhores guias, porque sabem exatamente o que está no auge, o que acabou de chegar da horta.
Além disso, repara no preço: se estiver mais barato e abundante, é um bom sinal de que é da época. E, claro, a cor e a frescura são inconfundíveis! Para o outono/inverno em Portugal, eu apostaria sem hesitar nas abóboras, couves (flor, portuguesa, lombarda), brócolos, espinafres, cenouras, maçãs, peras, dióspiros, romãs, citrinos (laranjas, tangerinas, limões), e não podemos esquecer as castanhas, que são uma paixão nacional!
Experimenta, vais ver a diferença que faz!
P: Além do sabor, quais são os verdadeiros “superpoderes” dos alimentos da estação que o tornam tão especial para a nossa saúde e carteira?
R: Essa é a parte que me faz mais feliz e que me fez apaixonar pela cozinha sazonal! É que, para lá da delícia que é sentir o sabor autêntico de um alimento no seu pico, os benefícios são incríveis.
Primeiro, a nossa saúde agradece: quando um fruto ou legume é colhido na sua estação, ele está no seu máximo de nutrientes. Não teve de viajar mundos, nem foi forçado a crescer fora do seu tempo, por isso, vitaminas, minerais e antioxidantes estão a 100%.
Pela minha experiência, os dióspiros de outono são muito mais doces e vibrantes do que qualquer outro que encontre noutra altura. Depois, a nossa carteira dá um salto de alegria!
Como há maior oferta de produtos da época, os preços naturalmente descem. É a lei da oferta e da procura a funcionar a nosso favor. Para mim, é como ter acesso a ingredientes premium a preço de saldo!
E ainda há o bónus de estarmos a apoiar os nossos produtores locais e a ser mais amigos do ambiente, reduzindo a pegada de carbono. É um verdadeiro ganha-ganha, não achas?
P: Tenho vontade de cozinhar mais com a estação, mas parece complicado. Que dicas práticas me dás para começar a integrar estes produtos na minha rotina sem stress?
R: Eu sei bem essa sensação! Muitas vezes pensamos que cozinhar com a estação é algo super elaborado, mas garanto-te que é mais simples do que parece. A minha primeira dica é: começa devagar!
Não precisas de mudar toda a tua despensa de um dia para o outro. Começa por escolher um ou dois ingredientes sazonais por semana e pensa em como os podes incluir em pratos que já fazes.
Por exemplo, em vez de um brócolo congelado, compra um fresco e usa-o na tua massa ou num salteado. O que me ajudou muito foi simplificar: faz uma sopa de abóbora e cenoura para o jantar, assa umas castanhas como snack, ou adiciona umas rodelas de laranja ou maçã à tua salada.
Eu própria comecei a experimentar receitas básicas e, aos poucos, fui ganhando confiança para pratos mais elaborados. Outra coisa que funciona maravilhas é cozinhar em maior quantidade e congelar.
Fazer um grande tacho de estufado de legumes da época ou de sopa e ter à mão para aqueles dias mais corridos é uma bênção. E não tenhas medo de experimentar!
A cozinha é um laboratório, e os pequenos falhanços são só degraus para as próximas delícias. Vais ver que, com um pouco de prática, vai ser a coisa mais natural do mundo!






